Rio sob pressão: o calor extremo e os desafios para a saúde
- Folha Verde | Editorial

- 21 de jan.
- 2 min de leitura

Os picos de calor no final de dezembro foram um alerta para o que vem pela frente, nos meses de janeiro e fevereiro, no verão do estado do Rio de Janeiro, que atravessa um dos períodos mais desafiadores de sua história climática. Com o início do verão, a população fluminense enfrenta uma combinação perigosa de umidade elevada e temperaturas que frequentemente superam a marca dos 40°C, com sensações térmicas que já chegaram a romper a barreira dos 55°C em pontos críticos como a Zona Oeste da capital carioca.
Especialistas indicam que este verão, impulsionado pelo aquecimento global e pelo fenômeno chamado "ilhas de calor" urbanas, pode ser o mais quente já registrado. Mais do que um desconforto, o calor extremo já virou uma questão de saúde e segurança públicas. De acordo com dados recentes, o aumento da temperatura média global já reflete em ondas de calor mais frequentes e prolongadas no estado do Rio.
Na capital, com sua geografia cercada por montanhas e mar, é criado um efeito e sensação de estufa, já que a falta de circulação de vento em áreas muito populosas agrava o estresse térmico. Os meteorologistas alertam que eventos extremos de calor e tempestades estão tornando-se regra. Além dos cuidados com o calor, há também o risco de temporais com potencial para alagamentos, enchentes e quedas de árvores, comuns após dias de temperaturas muito elevadas. Fique sempre atento às notícias sobre o tempo e aos alertas de órgãos públicos e proteja-se.

Como enfrentar os dias escaldantes
Para preservar a saúde durante o verão fluminense, especialistas recomendam um protocolo de cuidados rigoroso. As dicas a seguir podem ajudar:
Beba água constantemente ao longo do dia, mesmo sem sentir sede. Carregar uma garrafa de água com você ajuda.
Priorize sucos naturais e água de coco.
Evite o álcool, que acelera a desidratação e interfere na percepção térmica do corpo.
Use protetor solar com FPS 30 ou superior de forma preventiva, mesmo para deslocamentos curtos ou atividades próximas de casa, reaplicando a cada duas horas.
Opte por roupas leves, de cores claras e tecidos que permitam a transpiração (como algodão e linho).
Use acessórios como chapéus, bonés e óculos de sol com proteção UV.
Evite exposição ao sol em horários críticos - entre 10h e 16h, período de maior incidência de raios UVB, quando os raios solares estão mais escaldantes e a pino.
Mantenha ambientes ventilados ou utilize umidificadores de ar e toalhas úmidas para combater o ar seco em locais fechados.
Prefira refeições leves, com frutas, legumes e saladas.
Adote banhos com água morna ou frita para ajudar na regulação térmica.
Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas exigem monitoramento constante. No caso de bebês, evite o excesso de roupas, que pode causar superaquecimento e desidratação silenciosa.




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