Rio de Janeiro intensifica combate à Dengue e amplia estratégias de imunização
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O estado do Rio de Janeiro atravessa um período de vigilância constante em relação à Dengue. De acordo com dados recentes da Secretaria de Estado de Saúde, o território fluminense apresentou uma redução expressiva de casos no início de 2025 e 2026 em comparação ao ano epidêmico de 2024, mas as autoridades mantêm o alerta máximo devido à circulação de diferentes sorotipos do vírus.
Historicamente, a doença é mais comum durante o verão, devido à combinação de altas temperaturas e chuvas frequentes, que acelera o ciclo de reprodução do mosquito Aedes aegypti, fazendo com que os ovos eclodam mais rápido e a população de vetores cresça de forma exponencial.
A prevenção continua sendo a arma mais eficaz para conter o avanço da Dengue. É fundamental que população adote hábitos semanais de vistoria em seus imóveis para interromper o desenvolvimento das larvas, e que cada cidadão atue como um agente de saúde em sua própria casa ou local de trabalho.
As orientações já são conhecidas, mas sempre é bom lembrar:
Manter caixas d’água, galões e cisternas hermeticamente fechados.
Eliminar pratinhos de vasos de plantas ou preenchê-los com areia até a borda.
Limpar calhas regularmente para evitar o acúmulo de folhas e água.
Tratar piscinas com cloro e manter lonas de cobertura bem esticadas.
Descartar lixo e pneus em locais cobertos ou entregá-los à limpeza urbana.
Tampar ralos pouco utilizados e manter vasos sanitários fechados.
Vacina em dose única

No campo da imunização, o cenário é de esperança com a introdução da nova vacina no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a vacinação com o imunizante Qdenga está concentrada no público de 10 a 14 anos, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. No entanto, o Brasil iniciou em 2026 a estratégia piloto com a vacina Butantan-DV, um imunizante 100% nacional de dose única. A disponibilidade para o público em geral, que abrange a faixa dos 15 aos 59 anos, está sendo implementada de forma gradual conforme a capacidade de produção do Instituto Butantan.
Para a categoria de trabalhadores rodoviários, que desempenham uma atividade essencial e estão constantemente expostos em diferentes regiões, a vacinação segue o cronograma por faixa etária ou as convocações específicas de grupos prioritários definidas pelos municípios. Ainda não há, porém, um calendário de exclusividade para a classe, exceto se houver nova determinação das autoridades de saúde baseada em riscos epidemiológicos sazonais.




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